Fibromialgia tem origem no sistema nervoso

A fibromialgia é a segunda desordem reumática mais comum, ficando atrás apenas da osteoartrite. Embora muito mal compreendida, a fibromialgia agora é considerada uma desordem do sistema nervoso central responsável pela dor amplificada. Pesquisadores da Universidade de Michigan analisaram a base neurológica da doença durante o Encontro Científico Anual da Sociedade Americana de Dor.

Segundo os pesquisadores, reunidos durante o evento, “a fibromialgia pode ser considerada tanto uma doença discreta, quanto uma manifestação final de centralização e de cronificação da dor. A maioria das pessoas com essa condição têm histórias de dor crônica em todo o corpo, ao longo da vida. A condição pode ser difícil de diagnosticar se o médico não está familiarizado com os sintomas clássicos porque não existe uma única causa e não há sinais exteriores”, afirma o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

A dor da fibromialgia vem mais do cérebro e da medula espinhal do que de áreas do corpo em que alguém pode sentir dor periférica. A condição está associada a distúrbios na forma como o cérebro processa a dor e outras informações sensoriais. Segundo os pesquisadores da Universidade de Michigan, os médicos deveriam suspeitar de fibromialgia ao se depararem com pacientes com dores multifocais (principalmente músculoesqueléticas), não explicadas por lesão ou inflamação.

“Dores em todo o corpo são amplificadas em pacientes com fibromialgia, a dor pode ocorrer em qualquer lugar, de modo que as dores de cabeça crônicas, a dor visceral e a hiper-responsividade sensorial são comuns em pessoas com esta condição dolorosa”, diz o reumatologista.

Isso não implica que a entrada nociceptiva periférica não contribui para a dor sentida por pacientes com fibromialgia, mas eles sentem mais dor do que normalmente seria esperado a partir do grau de entrada periférica. “Pessoas com fibromialgia e outros estados de dor caracterizados pela sensibilização vão sentir dor, mesmo com um leve toque”, explica o diretor do Iredo.

Devido à origem da dor da fibromialgia no sistema nervoso central, os pesquisadores observam que tratamentos com opioides e outros analgésicos narcóticos não são eficazes porque eles não reduzem a atividade dos neurotransmissores no cérebro. Estas drogas nunca foram eficazes em pacientes com fibromialgia e há evidências de que os opioides podem até piorar a fibromialgia e outros estados centralizados de dor.

“A recomendação é que a terapêutica integre inibidores seletivos da recaptação da serotonina com abordagens não farmacológicas como a terapia cognitivo-comportamental, exercícios físicos e redução do estresse. Por vezes, a magnitude da resposta ao tratamento para terapias simples e baratas que não emprega drogas ultrapassa todos os produtos farmacêuticos. O maior benefício é a melhoria da função, o que deve ser o principal objetivo do tratamento para qualquer condição de dor crônica. A maioria dos pacientes com fibromialgia pode ver melhora em seus sintomas e levar uma vida normal com a medicação certa e o amplo uso de terapias não-medicamentosas”, destaca o médico.

Para saber um pouco mais sobre fibromialgia, acesse:

ESCRITO POR Iredo

O Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares, Iredo, é uma referência no tratamento de doenças reumáticas e osteoarticulares. O investimento em pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e no aperfeiçoamento do corpo clínico são características marcantes da nossa atuação.

Esta notícia têm 6 comentários

  1. MARIA APARECIDA Reply

    MUITO BOM ESTE ESCLARECIMENTO MUITO INTERESSANTE, OBRIGADO.

    • Iredo Reply

      Consulte sempre o site.
      Temos sempre notícias atualizadas sobre as doenças reumatológicas.

      Equipe Iredo

    • Iredo Reply

      Acompanhe o site, postamos com regularidade sobre fibromialgia.

      Equipe Iredo

  2. lena lucia maia guillen Reply

    bom dia prezados,
    gostei das informaçoes, sou portadora de fibromialgia ha 08 anos e so usando drogas fortes. agora vou buscar terapias alternativas
    gostaria de receber mais informaçoes

    grata

    lena guillen

    • Iredo Reply

      Lena,

      Após a avaliação com o reumatologista, podemos pensar num plano de tratamento personalizado para você.
      Agende sua consulta para avaliação.

      Equipe Iredo

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *